Distrito Federal

Coluna

O que vimos de feitura artística no Cerrado e no Brasil?

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Festa popular da posse de Lula em 2023 - Foto: Carolina Moraes
que em 2024 tenhamos muita arte e cultura nos palcos, nas ruas, nas praças, nas quadras, nos olhos

Terminando um ano de novo governo federal e o mesmo governo distrital. E o que vimos de feitura artística no Cerrado? No Brasil?

A começar pela festa popular de posse do presidente Lula na Esplanada dos Ministérios. Reencontro da banda Titãs. Anitta com indicações e premiações internacionais. 'Marte Um' vencendo festivais de cinema afora. 'Mussum' com recorde de bilheteria. 'Macacos e King Kong Fran' lotando os teatros. Movimento Internacional de Dança, Cena Contemporânea e CoMA levando público presencial como não se podia ver nos últimos anos. Sem contar todos os espetáculos, projetos, festivais, exposições e livros produzidos por nós candangos.

E o financiamento para realizar isso tudo?

Nacionalmente, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) voltou com todo gás com a Ministra Margareth Menezes. Foram lançados vinte editais nas áreas das artes visuais, circo, dança, música e teatro para artistas e grupos circular, se capacitar, criar, ocupar espaços, intercambiar… enfim, artear!

De volta, o Ministério da Cultura colocou no ar vinte e três editais, retomando o Prêmio Cultura Viva, Pontões, Pontos de Leitura, descentralizando verba e ações.

Aqui no Distrito Federal, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa lançou dois blocos de editais para diferentes linguagens e modalidades, porém deixando muito artista e coletivo de fora em função da má distribuição de verbas para as poucas vagas disponíveis. O edital Paulo Gustavo demorou pra ser publicado, com um prazo mínimo de inscrição, ampliado graças à mobilização da classe artística, de caráter pouco emergencial. 

Continuamos com o Teatro Nacional Cláudio Santoro de cortinas fechadas. O Teatro Dulcina sob eterno risco de blackout total. Teatros independentes de grupos locais cortando um dobrado para se manterem. Mas para a balança do quadradinho não pesar só para um lado, precisa-se dar foco à manutenção e atuação do Centro de Dança, do Cine Brasília, do Espaço Cultural Renato Russo, dos Complexos Culturais de Planaltina e Samambaia, SESCs e SESIs de todas as Regiões, entre outros equipamentos que com muita garra fazem o catraca girar.

Nos despedimos esse ano dos arteiros e arteiras Aderbal Freire Filho, Antônio Pedro, Aracy Balabanian, João Donato, Juca Chaves, Léa Garcia, Maria Helena Dias, Neusa Faria Faro, Rita de Cássia, Rita Lee, Sérgio Abreu, Zé Celso Martinez. Celebremos e honremos o legado de nossos colegas de ofício!

E por falar em despedida, damos adeus a 2023 e desejamos que em 2024 tenhamos muita arte e cultura nos palcos, nas ruas, nas praças, nas quadras, nos olhos, ouvidos e corações de todos os brasileiros.

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*A Cia Burlesca é uma companhia de teatro político do Distrito Federal.

**Este é um artigo de opinião. A visão da autora não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato DF.

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Edição: Márcia Silva