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corte de salário

Sindicato dos servidores da UnB se reúne com Gilmar Mendes para cobrar suspensão de medida

Assessoria jurídica do Sintfub ajuizou recurso contra decisão que suspende pagamento da URP

Brasil de Fato | Brasília (DF) |
Desde sexta-feira (2), os servidores técnicos-administrativos da UnB estão de greve pela retirada da URP que representa uma perda salarial de 26% - Brasil de Fato DF

Representantes do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) se reuniram, nesta quarta-feira (7), com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para tratar da retirada da Unidade de Referência de Preços (URP) que gera uma perda salarial de 26% aos servidores da ativa e aposentados.

O coordenador-geral do SINTFUB, Edmilson Lima, afirmou ter saído “otimista” da reunião com o ministro e pediu que a comunidade universitária permaneça unida “na defesa da Universidade de Brasília”. 

“Reafirmamos a posição tirada em assembleia geral da continuidade da defesa da nossa URP. Observamos que a necessidade da manutenção desse direito é muito importante para a Universidade de Brasília. Por isso que nós conclamamos a unidade da administração, dos segmentos e de toda a comunidade na defesa de melhores condições de trabalho e de salário para os professores e servidores”, disse o coordenador. 

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Durante a audiência, representantes da assessoria jurídica do Sindicato informaram ao ministro que foi ajuizado, nesta segunda-feira (5), um recurso pedindo a suspensão imediata da decisão e a manutenção do pagamento da URP até o julgamento final do recurso.

De acordo com o assessor jurídico do Sintfub, José Luis Wagner, o ministro Gilmar Mendes “prometeu agilidade na apreciação da matéria”.  

Greve

Desde sexta-feira (2), os servidores técnicos-administrativos da UnB estão de greve. A mobilização se iniciou após decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes de cassar a liminar que garantia o pagamento da URP aos servidores. 

A parcela, que representa mais de um quarto do salário dos técnicos-administrativos, é paga há mais de 30 anos. A categoria afirma que a suspensão do pagamento impacta de forma profunda a segurança financeira dos trabalhadores.

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"Os servidores técnico-administrativos da UnB recebem a URP há mais de 30 anos, fazendo parte do seu salário e da manutenção da sua própria vida, com a aquisição de alimentos, vestuário, remédios, pagamento de plano de saúde e aluguéis", explica o coordenador-geral do SINTFUB.

Devido à greve, alguns laboratórios da UnB estão sem funcionamento e a Biblioteca Central está fechada. Em boletim informativo, o Sindicato afirmou que os serviços essenciais estão mantidos.  

“Reitera-se à comunidade que não serão afetados os serviços de: segurança; pagamento de bolsas, auxílios, salários e outros; alimentação de animais e plantas; HUB e pesquisa”, informa. 

Segundo Lima, a greve tem demonstrado “uma grande capacidade política” dos servidores técnicos-administrativos de se mobilizar, construir uma unidade interna e “furar o bloqueio” necessário para “dialogar com o governo federal e com o Judiciário”. 

Nova assembleia geral da categoria para deliberar os próximos passos está marcada para segunda-feira (12), às 8h30, na praça Chico Mendes.  

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Edição: Flávia Quirino